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quinta-feira, 20 de março de 2014

O que são threads em um processador?


Se você está lendo este artigo, é porque deve ter conhecimentos básicos para acessar a internet e navegar até o Tecmundo. Além disso, suas noções sobre informática devem comportar certas informações sobre o funcionamento básico de um computador.

Claro, você já ouviu falar em processador, conhece marcas como Intel e AMD, tem ideia de que a CPU faz cálculos, de que ela conta com núcleos e, possivelmente, sabe muito mais do que tudo isso. No entanto, existem coisas que nem sempre são esclarecidas, como é o caso de alguns termos americanos que aparecem quando falamos sobre os processadores.
Processador com suporte para executar múltiplas threads
Uma das palavras mais misteriosas nesse sentido é a “thread”. No que se refere a hardware, essa palavra apareceu no Brasil quando surgiram os primeiros modelos de processador com múltiplos núcleos. A princípio era fácil compreender que um dual-core tinha dois núcleos.

Entretanto, com a evolução das arquiteturas nas CPUs, surgiu o suporte para múltiplos threads (multithreading). E é aí que muitas pessoas se perguntaram o que realmente mudava. Afinal, o que é essa palavra? Faz diferença um processador trabalhar com o dobro de threads? Isso é o que vamos explicar agora!

A execução de um programa

Antes de falarmos exatamente sobre as threads, precisamos entender como os processadores e os sistemas operacionais trabalham com os aplicativos. Basicamente, a execução de um programa dá-se, em um primeiro instante, em uma ação do sistema operacional. Quando o usuário abre um aplicativo, o sistema operacional interpreta a ação e requisita que os arquivos relacionados a esse software sejam executados.

Claro que qualquer atividade do sistema operacional está sujeita à operação do processador. Todavia, antes que um programa esteja aberto e realmente requisite o trabalho em massa da CPU, ele é apenas carregado na memória RAM, o que não exige uma atividade do processador.

Processos e threads

Ao efetuar o carregamento de um programa, o sistema operacional trabalha com processos. Cada software possui um processo (alguns utilizam árvores de processos), cada qual com respectivas instruções para o processador saber como proceder na hora de efetuar os cálculos.

Os processos e as threads

Os chamados “processos” são módulos executáveis, os quais contêm linhas de código para que a execução do programa seja realizada apropriadamente. Isso quer dizer que o processo é uma lista de instruções, a qual informa ao processador que passos devem ser executados e em quais momentos isso acontece.

Os processadores trabalham muito bem com os processos, mas a execução de muitos processos simultaneamente acarreta na lentidão da CPU. Isso ocorre porque, mesmo um processador tendo dois ou mais núcleos, existe um limite para ele.

Uma CPU com dois núcleos, por exemplo, pode trabalhar com dois processos simultaneamente. No entanto, se você pressionar as teclas “Ctrl + Shift + Esc”, vai verificar que o sistema operacional trabalha com dezenas de processos ao mesmo tempo. No entanto, tudo parece rodar perfeitamente na sua tela.

Processos em execução

Explicar isso é bem simples. Suponha que estamos tratando de uma CPU com dois núcleos. Em teoria, ela é capaz de executar dois programas ao mesmo tempo. Contudo, você está com seis programas abertos e todos respondendo em tempo real.

O processador consegue trabalhar com todos os aplicativos e apresentar resultados satisfatórios devido à velocidade de processamento. Sendo assim, “parece” que os processos são executados simultaneamente.

A princípio, a presença de múltiplos núcleos era suficiente para a maioria dos usuários. Todavia, a evolução dos softwares e dos componentes de hardware requisitou uma divisão ainda melhor das tarefas. As linhas de instruções dos processos adquiriram características únicas, que possibilitaram separá-las para execuções em diferentes núcleos.

Cada processo com suas threads

Essas linhas de instruções ficaram conhecidas como threads, mas muita gente preferiu traduzir a palavra “thread” para tarefa. A questão é que o nome em si não faz diferença, visto que, de certa maneira, uma linha de instrução é uma tarefa que o processador deverá realizar. Entretanto, algumas coisas mudaram no processador.

As threads nos processadores

Enfim, chegamos ao ponto que interessa. Como já vimos, a thread é uma divisão do processo principal de um programa. Todavia, nem todos os processos são divididos em múltiplas threads, assim como nem todos os processadores são capazes de trabalhar “tranquilamente” com uma enormidade de threads.

Os mais recentes processadores vêm com especificações quanto aos núcleos e às threads. E como saber o que exatamente isso significa? Vamos tomar como exemplo o processador Intel Core i7 2600. Verificando no site da fabricante, temos a informação de que esse modelo vem com quatro núcleos e tem suporte para trabalhar com até oito threads.

Threads no Intel Core i7 2600

Isso quer dizer que essa CPU pode trabalhar com quatro processos indivisíveis simultaneamente (um em cada núcleo) ou com até oito linhas de execução (threads) — as quais podem ou não ser de um mesmo processo. Saber como cada aplicativo é executado dentro do processador não é tão simples, mas o que importa é ter noção de que existem aplicativos que serão executados de uma maneira mais satisfatória nas CPUs mais novas.

Vale ressaltar que não é garantido que um processador multithread sempre apresente maior desempenho. Contudo, a chance de aumento na eficiência é grande, pois, tendo suporte para trabalhar com múltiplas threads, é mais provável que a CPU execute mais programas ao mesmo tempo.

E a evolução continua

Agora que você já sabe os conceitos básicos sobre o que é uma thread e como ela influencia no desempenho do computador, talvez fique fácil compreender como serão os próximos processadores, que deverão vir com mais núcleos e com suporte para a execução de mais threads.

Fonte: TecMundo

sexta-feira, 7 de março de 2014

Skate voador de ‘De Volta Para O Futuro 2′ era falso, mas levitação quântica já existe

hoverboard

O Hoverboard, o skate voador do filme “De Volta Para O  Futuro 2″ (1989), ainda não foi lançado, apesar de um vídeo falso divulgado nesta semana informar o contrário. Nele, Christopher Loyd (o Dr. Emmett Brown), o skatista Tony Hawk e o cantor Moby aparecem elogiando a suposta criação do produto. No entanto, a tecnologia de levitação quântica, que seria a responsável por fazer o skate literalmente flutuar, já existe há alguns anos.

O conceito foi demonstrado por um grupo de estudantes da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Tel-Aviv, de Israel, em 2011. A tecnologia aplica o chamado efeito Meissner, que consistente na expulsão do campo magnético de um supercondutor — e que foi descoberto em 1933.

Mais do que ficar “voando” no espaço, o objeto fica fixo no ar, podendo ser ajustado como a pessoa quiser. O disco que aparece levitando é formado por finíssimas camadas de cristais de safira cobertas com um supercondutor e películas de ouro. Todos esses componentes foram revestidos por plástico e mergulhados em nitrogênio líquido.





Criando uma espécie de suporte invisível, um campo magnético penetra no supercondutor como um fluxo de tubos quânticos (áreas em que o campo magnético passa através do material), que se prendem ao disco. Ou seja, toda a movimentação acontece de acordo com o magnetismo do campo magnético.


Dada a complexidade de itens necessários para realizar a levitação quântica, é pouco provável que ela se torne algo comercial nos próximos anos — então parece mesmo que o Robert Zemeckis, diretor da trilogia “De Volta Para O Futuro” se enganou ao prever que isso aconteceria em 2015.

Você pode saber mais sobre a levitação quântica neste vídeo explicativo sobre o processo, publicado pelo internauta identificado como Diego.



Fonte: Info

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Saiba como suas impressões digitais são "lidas" pelo aparelho iPhone 5S

iPhone 5S: saiba como suas impressões digitais são

O leitor de digitais do iPhone 5S precisa de um dedo vivo para funcionar. E a probabilidade de existência de uma digital semelhante à do dono do aparelho é de 1 em 50 mil – vale dizer que a chance de adivinhação de uma sequência numérica de quatro dígitos como senha é de 1 em 10 mil. Em suma, a Apple parece ter optado de fato por aprimorar os esquemas de segurança em um de seus mais encorpados smartphones (veja mais aqui).

Mas o que acontece com as imagens das impressões digitais depois de lidas? O sensor Touch ID do iPhone 5S possui definição de 500 ppi, o que permite a leitura de impressões digitais em 360º. E fique tranquilo: apesar de ser possível cadastrar mais de uma assinatura para o desbloqueio do aparelho, todos os dados biométricos ficam armazenados de forma criptografada em um determinado espaço de segurança do chip A7. De acordo com a Apple, nem mesmo o iCloud é capaz de acessar essas informações. Além disso, dado algum é enviado de forma remota a servidores.

Segurança

Existe ainda um tipo de sistema responsável por mediar a relação entre identificação biométrica e dado hospedado pela sessão de segurança do A7, conforme explica a própria criadora do aparelho. “Os dados de impressão digital são encriptografados e protegidos por uma chave disponível apenas ao Secure Enclave, que usa essas informações somente para verificar se sua digital corresponde à impressão cadastrada. O Secure Enclave é isolado do restante do A7 e de todo o resto do iOS. Além disso, sua impressão digital nunca é acessada por aplicativos ou pelo iOS”.

As chances de violação ao iPhone 5S por meio da inserção de impressão digital alheia é mínima, afirmam também especialistas em segurança ouvidos pela Apple. Travar o mobile em uma eventual situação de roubo, por exemplo, é outra das medidas de segurança desenvolvidas pela empresa.

“Se o seu iPhone for roubado, é possível desativar o uso do Touch ID para destravar o aparelho com o modo Los Mode de Find My Phone”, pode-se ler na página de suporte da Maçã. Informações detalhadas quanto à forma de funcionamento do leitor de digitais do iPhone 5S podem ser conferidas aqui (em um PDF atualizado, em inglês).

Fonte: TecMundo