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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Projeto Tango do Google leva Kinect ao smartphone



Imagine poder andar com o smartphone na mão e mapear o ambiente a sua volta. Imagine agora utilizar este recurso para nunca mais se perder em locais estranhos, gerando um mapa em terceira dimensão capaz fornecer uma visualização precisa da estrutura do prédio em questão. Parece um voo distante de uma mente acostumada com ficção científica, mas não é. 

O Google revelou ontem o projeto Tango, um smartphone altamente modificado para suportar sensores, câmeras e múltiplos processadores capazes de “sentir o ambiente”.

Antes de entendermos melhor como funciona o projeto, vale ver o vídeo oficial de apresentação:



Perceba que o conceito por trás da solução é que o smartphone possa escapar do seu mundo em segunda dimensão – a tela -, passando para um estágio de percepção do ambiente em terceira dimensão, como nós seres humanos. É algo como um Kinect com a capacidade de movimentar.

Para que a magia aconteça o hardware é composto por uma câmera de 4 megapixels, uma câmera que captura o movimento, um sensor infravermelho responsável pela medição de profundidade e dois processadores dedicados de visão computacional. Um deles é de uma empresa chamada Movidius. Trata-se do processador Myriad 1. Ele faz processamento computacional específico e fornece conjunto de instruções prontas para realizar tarefas como: gerar modelo 3D (para impressãoem 3D, por exemplo), processar sinais digitais de fotos usando zoom digital, realizar múltiplas capturas de imagens variando a distância focal (para que você escolha o foco depois) entre outros.

O protótipo inicial foi construído no grupo de tecnologias e projetos avançados do Google (ou ATAP em inglês). Eles também são responsáveis pelo projeto Ara, o famoso smartphone modular. Incialmente o Google entregará a 200 desenvolvedores de software interessados em construir soluções com alto grau de complexidade para a plataforma. A solução toda disponibilizará código pronto nas linguagens Java, C e C++, além de possibilitar jogos com o framework Unity.

A contrapartida é que o software desenvolvido ficará sujeito a licença de software livre Apache – que permite comercialização, mas obriga a disponibilizar o código fonte das aplicações. Quem se interessar pode fazer o cadastro no site oficial e receber até dia 14 de Março o smartphone de 5 polegadas.

Vale ainda dizer que uma das mentes brilhantes atrás do projeto é o Ph.D. Johnny Chung Lee, que em 2007 fazia sucesso com projetos baseados no Wii Remote, da Nintendo. Ele também foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento do Kinect, na Microsoft e desde 2011, quando foi contratado pelo Google, participa deste projeto que acontecia em segredo.

Veja um dos projetos que ele criou no passado:


O progresso desta tecnologia não os torna profetas de um futuro distante, mas pode significar um futuro marcante da plataforma Android. É esperar para ver – ou sentir.

Fonte: Info

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Google Fiber trabalha para oferecer conexões de 10 Gbps em breve



Sabe aquela história de que empresas de tecnologia vão lançando suas novidades da maneira que mais convém? Quer dizer, mães costumam falar — quando filhos vão comprar um smartphone novo — que a fabricante em questão já tem uma tecnologia muito mais avançada em mãos e que vende aquilo apenas para extorquir o jovem novamente em alguns meses.

A Google parece não se interessar muito por essa filosofia, ao menos na divisão Google Fiber, a operadora de internet que entrega as melhores conexões nos EUA. A empresa acaba de anunciar que deve aumentar sua velocidade média em 10 vezes nos próximos três anos. Com isso, velocidades de 10 Gbps estarão disponíveis. É mole?

Tudo isso, ainda por cima, não é direcionado somente a empresas, mas sim a consumidores domésticos. Entretanto, o alcance do Google Fiber está limitado a apenas três cidades norte-americanas até o momento, o que deixa a operadora pouco relevante para sua concorrência. Os planos da Google para oferecer isso seriam um novo modelo de transmissão através das fibras ópticas tradicionais que já estão instaladas em sua rede.

“Por que não tornaríamos isso uma realidade em três anos? É nisso que estamos trabalhando. Não há motivos para ficar esperando”, disse o chefe da divisão, Patrick Pichette, ao USA Today sobre o novo projeto da operadora. Vale ressaltar que, apesar de essa ser uma grande evolução na rede norte-americana doméstica, locais como a Coreia do Sul já utilizam conexões com velocidades semelhantes.

Fonte: TecMundo

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Google Chrome OS



Já passava quase sete minutos depois das nove e meia da noite quando Sundar Pichai e Linus Upson, ambos altos funcionários da Google postaram uma notícia bombástica no blog da empresa. Minutos depois, blogs e sites do mundo inteiro passaram a repercutir a informação. Seria o fim da hegemonia de outras empresas que já estão no mercado há anos? A resposta ainda não pode ser dada.

Mas o que poderia ter causado tanto barulho em tão pouco tempo? Se você conhece o navegador Google Chrome, já pode começar a esboçar alguma ideia a respeito da bomba lançada na noite de 7 de julho de 2009. As incursões por terrenos até então quase inexplorados começam a tomar corpo e a novidade que abalou a noite deve perdurar por mais algum tempo.