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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Cientistas criam "osso humano artificial" em impressora 3D


Lançar foguetes ao espaço carregando qualquer tipo de equipamento, como satélites e até ônibus espaciais, tem custado muito dinheiro para agências espaciais e seus respectivos países. Boa parte dessa grana vira fumaça em instantes, já que é necessário queimar muito combustível para levantar toneladas de metal pesado até a órbita da Terra. Esse problema poderia ser em parte abrandando caso nossos equipamentos fossem feitos do mesmo material dos ossos humanos ou pelo menos versões artificiais deles. É mais ou menos nesse sentido que cientistas alemães estão trabalhando, usando impressoras 3D a laser para criar estruturas similares às dos nossos ossos.

A pesquisa é do cientista alemão Jens Bauer, assistido por sua equipe, que está focando primariamente no desenvolvimento e viabilidade das técnicas para produzir estruturas semelhantes aos nossos ossos. Além de imitar a organização das moléculas, está sendo usado o mesmo material cerâmico do qual o osso humano é feito, ou seja, um material orgânico.

Isso implicaria em estruturas muito mais resistentes, já que a evolução dos esqueletos de animais foi adaptando esses seres para resistir ao atrito e impactos mecânicos ao logo dos milênios. Os metais, por exemplo, por serem minerais inorgânicos, possuem estruturas moleculares randômicas, podendo apresentar falhas críticas ao acaso.

O trabalho de Bauer foi publicado para a comunidade científica no PNAS e explica como foi feita a utilização das impressoras tridimensionais a laser para produzir ossos artificias. Ainda assim, a aplicação para a viagem espacial que comentamos no início é apenas uma das possibilidades, mas certamente também uma das mais úteis para a tecnologia atualmente.

Fonte: TecMundo

Combustível de fusão gera mais energia do que recebe pela primeira vez


A habilidade de manter um processo que gere mais energia do que é usada para iniciá-lo de uma forma que não produza detritos tóxicos ou esgote os recursos naturais do planeta é certamente um dos maiores objetivos dos cientistas do mundo inteiro – e talvez a única coisa que possa efetivamente salvar nosso planeta. E um novo avanço nas pesquisas nucleares fez com que esse feito se torne um pouco mais possível.

Pesquisadores norte-americanos das Instalações de Ignição Nacional do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, conseguiram finalmente com que uma sequência de reações de fusão gerasse mais energia do que é gasta pelos lasers que a inicia. Embora a emissão energética ainda não tenha chegado a níveis que superem o que é consumido pelo processo como um todo, esse ainda é um passo significativo.

Vale ressaltar que até o ano passado, os cientistas anunciaram ter conseguido apenas produzir mais energia por meio da reação de fusão do que a quantidade que era absorvida pelo combustível, e não do que a que era inserido pelos pesquisadores no material. Mas o pequeno sucesso divulgado agora exige um processo complicado e cuidados extremos.

Um grande pequeno passo


Tentando replicar as condições presentes no núcleo do nosso Sol, os cientistas disparam poderosos lasers em uma pequena quantidade de combustível que envolve o interior de uma cápsula esférica de ouro com dois milímetros de diâmetro. O metal precioso então começa a emitir raios-X que aquecem a bolota drasticamente e a fazem implodir e leva a cobertura (que contem isótopos de hidrogênio chamados trítio e deutério) a se fundir parcialmente.

A chave para o sucesso atual foi uma dose adicional de cautela, atingida por meio de uma modificação no pulso de laser para que ele não rompesse a concha usada no processo necessário de compressão do combustível, aumentando o rendimento de energia. Ainda assim, a quantidade liberada não passou dos 17 kilojoules – o que significa que ainda estamos bem longe de reatores de fusão nuclear a laser.

Dessa forma, o avanço se configura como uma vitória pequena, mas que ainda nos deixa distantes de resolver as questões energéticas mundiais. Embora o resultado ajude consideravelmente os planos formativos para a construção de um reator de fusão, por enquanto o objetivo principal do projeto em questão vai continuar sendo entender como a reserva nuclear dos EUA vem envelhecendo – e quais os riscos que isso representa.

Fonte: TecMundo